{"id":2736,"date":"2016-08-01T23:09:33","date_gmt":"2016-08-01T22:09:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pom.pt\/2017\/?page_id=2736"},"modified":"2016-08-01T23:17:23","modified_gmt":"2016-08-01T22:17:23","slug":"historia-da-vila","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pom.pt\/2017\/historia-da-vila\/","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIA DA VILA"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>O Crato<\/strong><\/span> \u00e9 uma vila portuguesa do Distrito de Portalegre, com cerca de 1 800 habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sede de um munic\u00edpio com 388,03 km\u00b2 de \u00e1rea e 3 835 habitantes (2006), subdividido em 6 freguesias. O munic\u00edpio \u00e9 limitado a nordeste pelos munic\u00edpios de Gavi\u00e3o, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre, a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Ch\u00e3o e Ponte de Sor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Hist\u00f3ria do Crato<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1048, mercadores napolitanos de Analfi alargavam o servi\u00e7o de apoio a peregrinos, fundando, na cidade de Jerusal\u00e9m, o hospital de S. Jo\u00e3o Baptista. A congrega\u00e7\u00e3o que dirigia o hospital acabou por se transformar numa Ordem, a de S. Jo\u00e3o de Jerusal\u00e9m ou do Hospital, com autonomia e regra pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Posteriormente, acrescenta-lhe uma fun\u00e7\u00e3o de protec\u00e7\u00e3o militar. Assim, e \u00e0 semelhan\u00e7a do que acontecia com outras Ordens militares, os freires da Ordem do Hospital dividiam o seu trabalho entre a ac\u00e7\u00e3o benem\u00e9rita directa e a ac\u00e7\u00e3o guerreira cavaleiresca.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_flor_da_rosa.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2740 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_flor_da_rosa-300x225.jpg\" alt=\"crato_flor_da_rosa\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_flor_da_rosa-300x225.jpg 300w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_flor_da_rosa.jpg 648w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com todo o prest\u00edgio adquirido e j\u00e1 com casas espalhadas por toda a Europa, esta Ordem organizou-se segundo L\u00ednguas e Na\u00e7\u00f5es. A saber: da Proven\u00e7a, da Fran\u00e7a ou de Paris, de Auverne da It\u00e1lia, da Alemanha, de Arag\u00e3o e de Castela e Portugal. Cada uma delas subdividia-se, por sua vez, em Priorados de que dependiam as Comendas. Internamente, os freires agrupavam-se, segundo a sua categoria, em: cavaleiros, serventes e capel\u00e3es. De h\u00e1bito e manto negros apresentavam uma cruz branca sobre o ombro e sobre o peito.<br \/>\nEm Portugal, a chegada dos cavaleiros hospital\u00e1rios deve ter-se dado entre 1114 e 1132. Segundo documenta\u00e7\u00e3o coeva, foi D. Teresa, vi\u00fava do conde D.Henrique, quem ter\u00e1 feito a doa\u00e7\u00e3o das terras de Le\u00e7a onde a Ordem vir\u00e1 a levantar a sua primeira casa, o Mosteiro-fortaleza de Le\u00e7a do Bailio.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a do papel desempenhado pelas outras Ordens militares, os frades guerreiros do Hospital v\u00e3o distinguir-se na luta pela recupera\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ocupados pelos mu\u00e7ulmanos. Assim, e \u00e0 medida que a Reconquista avan\u00e7a, a Ordem de S. Jo\u00e3o de Jerusal\u00e9m v\u00ea os seus dom\u00ednios estenderem-se para Sul, sendo que D. Afonso Henriques lhes acrescenta a igreja de S. Jo\u00e3o do Alpor\u00e3o de Santar\u00e9m e a igreja e a comendadoria de S. Br\u00e1s em Lisboa. No reinado seguinte, s\u00e3o-lhes entregues os castelos de Cernache do Bonjardim e o da Sert\u00e3, assim como uma larga fatia terras, junto ao Tejo, onde os cavaleiros ir\u00e3o erguer o castelo de Belver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para aqui ser\u00e1 transferida a administra\u00e7\u00e3o e o governo da Ordem e, nos reinados seguintes, as doa\u00e7\u00f5es sucedem-se um pouco por todo o pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 para Sul, como tamb\u00e9m para a zona de Tr\u00e1s-os-Montes e Beiras.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_anta.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2741 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_anta-300x225.jpg\" alt=\"crato_anta\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_anta-300x225.jpg 300w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/08\/crato_anta.jpg 648w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O apoio dado pelo Priorado do Crato, durante a crise de 1383-1385, ao partido de D. Beatriz, veio p\u00f4r em causa o poder e o prest\u00edgio angariados pelos cavaleiros hospital\u00e1rios, ao longo das lutas da Reconquista. Com a ascens\u00e3o de D. Jo\u00e3o I, a Ordem \u00e9 &#8220;esquecida&#8221; e s\u00f3 voltar\u00e1 a ser reabilitada com D. Afonso V, em reconhecimento pelo apoio dado a sua m\u00e3e durante a reg\u00eancia de seu tio, o infante D. Pedro.<\/p>\n<p>Com a pol\u00edtica de centraliza\u00e7\u00e3o de D. Manuel, a Ordem elege o seu \u00faltimo Prior independente da coroa, D. Manuel de Noronha da C\u00e2mara. No reinado seguinte ser\u00e1 o rei o respons\u00e1vel pela atribui\u00e7\u00e3o deste cargo, entregando-o a seu irm\u00e3o, o infante D, Lu\u00eds. Esta situa\u00e7\u00e3o vai manter-se at\u00e9 1789, altura em que a rainha D. Maria I consegue do papa Pio VI a Bula &#8220;Expedit Quam Maximc&#8221; que separa definitivamente o Priorado do Crato da Ordem Internadonal. Com esta medida transferem-se as prerrogativas espirituais para a Santa S\u00e9 e os bens terrenos para a Casa do Infantado, senhorio institu\u00eddo por D. Jo\u00e3o IV, para os filhos segundos dos monarcas portugueses.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Crato \u00e9 uma vila portuguesa do Distrito de Portalegre, com cerca de 1 800 habitantes. \u00c9 sede de um munic\u00edpio com 388,03 km\u00b2 de \u00e1rea e 3 835 habitantes (2006), subdividido em 6 freguesias. O munic\u00edpio \u00e9 limitado a nordeste pelos munic\u00edpios de Gavi\u00e3o, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre, a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Ch\u00e3o e Ponte de Sor. Hist\u00f3ria do Crato Em 1048, mercadores napolitanos de Analfi alargavam o servi\u00e7o de apoio a peregrinos, fundando, na cidade de Jerusal\u00e9m, o hospital de S. Jo\u00e3o Baptista. 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