{"id":2640,"date":"2016-07-28T15:01:20","date_gmt":"2016-07-28T14:01:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pom.pt\/2017\/?page_id=2640"},"modified":"2016-08-01T23:04:46","modified_gmt":"2016-08-01T22:04:46","slug":"herdade-de-entre-ribeiras","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pom.pt\/2017\/herdade-de-entre-ribeiras\/","title":{"rendered":"HERDADE DE ENTRE RIBEIRAS"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-s\u00f3cio-cultural da Herdade de Entre-Ribeiras<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diogo da Fonseca Acciaioli Coutinho de Sousa Tavares &#8211; \u00faltimo morgado da quinta e solar da Lameira, nasceu em Portalegre a 3 de Dezembro de 1831 e era filho de Jos\u00e9 Maria da Fonseca Acciaioli Coutinho e de D. Maria Ana de Barros Castelo Branco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua ampla resid\u00eancia da cidade de Portalegre, onde se conserva no al\u00e7ado principal a her\u00e1ldica afirma\u00e7\u00e3o do senhorio dos Fonseca Acciaioli, hoje em dia adaptada e ampliada para fins educativos, onde anteriormente esteve instalado o liceu Mouzinho da Silveira e recentemente a Escola Superior de Portalegre.<br \/>\nNa grande casa solar dos seus antepassados deu o morgado da Lameira festas pol\u00edticas de grande estrondo e de grande disp\u00eandio. Depois do Pacto da Granja, fundidos os hist\u00f3ricos e os reformistas no que uns e outros denominaram partido progressista. Diogo da Fonseca ficou em Portalegre, tomando parte preponderante em grandes batalhas eleitorais que, por seus loucos excessos nas despesas, lhe foram comprometendo profunda e gravemente a enorme fortuna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_1.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2650 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_1-225x300.jpg\" alt=\"entre_ribeiras_1\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_1-225x300.jpg 225w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_1.jpg 486w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Este pal\u00e1cio constru\u00eddo no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XVIII assim como as resid\u00eancias da Lameira e de Entre-as-Ribeiras, sobre tra\u00e7a do arquitecto-amador da fam\u00edlia Jos\u00e9 Carlos da Fonseca Coutinho, que seguiu a carreira da magistratura, revela no interior flagrantes afinidades de constru\u00e7\u00e3o com o que lhe fica logo a seguir e foi resid\u00eancia dos condes de Avilez.2<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diogo da Fonseca Acciaioli Coutinho Sousa Tavares, grande influente pol\u00edtico progressista do seu tempo acabou por decair por ter desbaratado toda a sua grande fortuna e veio a falecer quase na mis\u00e9ria, solit\u00e1rio (solteiro e sem filhos) e melanc\u00f3lico.<br \/>\nOs seus bens foram vendidos em haste p\u00fablica e a Herdade de Entre-as-Ribeiras ter\u00e1 sido adquirida por Jos\u00e9 Carrilho de Moura, filho de Joaquim Carrilho, nos anos 30. Nas m\u00e3os deste novo dono a herdade sofreu algumas modifica\u00e7\u00f5es. O aparecimento das zonas de lazer junto da barragem e no quintal do monte foram fruto da sua imagina\u00e7\u00e3o, assim como a curiosa constru\u00e7\u00e3o que se situa por tr\u00e1s do monte, sendo privilegiada de uma situa\u00e7\u00e3o de eleva\u00e7\u00e3o: o castelo, objecto de estudo deste trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior parte das obras (monte da Vinha, lagar, adega, celeiro, vacaria, torre\/castelo, etc.) foram entregues ao empreiteiro Jos\u00e9 Agostinho e filho &#8211; &#8220;artistas de m\u00e3os habilidosas&#8221;, provenientes da aldeia de Vale do Peso (cerca de 20 Km), sempre sob o olhar e indica\u00e7\u00f5es de Jos\u00e9 Carrilho de Moura. A constru\u00e7\u00e3o da torre\/castelo decorreu entre 1940 &#8211; 1943 e posteriormente a barragem em 1955.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O testemunho cheio de recorda\u00e7\u00f5es do Sr. Jos\u00e9 Chico de 83 anos residente nos Fortios foi muito importante para compreender algumas altera\u00e7\u00f5es e viv\u00eancias do monte &#8211; &#8220;tempo das ca\u00e7adas, das visitas e das grandes vaidades&#8221;. O Sr. Jos\u00e9 Chico desempenhou na vida do monte variadas tarefas como a de guarda, motorista, lagareiro, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_2.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2654 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_2-300x225.jpg\" alt=\"entre_ribeiras_2\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_2-300x225.jpg 300w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_2.jpg 648w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Jos\u00e9 Carrilho de Moura tinha uma irm\u00e3, In\u00eas Carrilho de Moura Martins casada com Jos\u00e9 Elias Martins, que possu\u00edam a antiga Herdade dos Tojais e a Herdade da Torre entre outras, esta \u00faltima assim designada porque segundo se conta quando Jos\u00e9 Carrilho de Moura deu por terminada a constru\u00e7\u00e3o da torre\/castelo na Herdade de Entre-as-Ribeiras o seu cunhado n\u00e3o lhe quis ficar atr\u00e1s e com alguma inveja construiu tamb\u00e9m uma torre mas de menor dimens\u00e3o e &#8220;riqueza&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Herdade da Torre era considerada uma grande propriedade, tendo naquela altura uma moagem com cilindros e m\u00f3s franceses. Jos\u00e9 Elias Martins herdou do seu pai e do seu sogro Joaquim Manuel de Moura outras herdades onde fez, tamb\u00e9m ele, melhoramentos na parte urbana mas o centro da sua lavoura era na herdade da Torre. Foi uma personagem conhecida e bastante querida do concelho de Portalegre por ter mandado construir uma pra\u00e7a de touros em Portalegre.4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_3.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2656 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_3-300x225.jpg\" alt=\"entre_ribeiras_3\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_3-300x225.jpg 300w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_3.jpg 648w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os herdeiros de Jos\u00e9 Carrilho de Moura, que n\u00e3o tinha filhos, venderam a Herdade de Entre-as-Ribeiras a Henry de Chab\u00f4t por volta de 1973. Jos\u00e9 Marques Loureiro adquiriu posteriormente a Herdade de Entre-as-Ribeiras em data, at\u00e9 agora por mim, desconhecida. O meu pai, Victor Manuel Baltazar Dias Mendes comprou-a a este \u00faltimo em 1985, que tem vindo ao longo dos anos a realizar obras de restauro e conserva\u00e7\u00e3o em toda a herdade tendo desenvolvido e modernizado a agricultura incrementando a pecu\u00e1ria e criando uma Associa\u00e7\u00e3o de Ca\u00e7adores juntamente com outros propriet\u00e1rios de herdades vizinhas onde nas suas instala\u00e7\u00f5es de Entre-as-Ribeiras proporciona a actividade da ca\u00e7a sem fins lucrativos e a conviv\u00eancia dos seus associados. V\u00e1rias personalidades da pol\u00edtica, da cultura, da m\u00fasica convivem e participam nos encontros da Associa\u00e7\u00e3o de Ca\u00e7adores, aqui realizados durante a \u00e9poca venat\u00f3ria fazendo lembrar um pouco os tempos \u00e1ureos mas sem ostenta\u00e7\u00e3o e luxo pr\u00f3prios dos tempos passados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong> Breve Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Arquitectura nos Montes do Alto Alentejo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem alentejano construiu \u201cmorada\u201d baixa, alongada, paredes grossas, grande chamin\u00e9, e aus\u00eancia de janelas e telhados com ponto m\u00ednimo. As paredes s\u00e3o imaculadamente brancas, at\u00e9 porque s\u00f3 com infinita sobreposi\u00e7\u00e3o das \u201ccaian\u00e7as\u201d anuais se consegue o isolamento contra a humidade que o \u201cadobe\u201d exige. Na verdade, a parede de \u201cadobe\u201d, porque relativamente inconsistente \u00e0 base de terra amassada, seria facilmente destru\u00edda por infiltra\u00e7\u00f5es e da\u00ed, tamb\u00e9m a aus\u00eancia de janelas; a luz entra pela chamin\u00e9 e pela porta, raz\u00e3o porque cada porta tem um postigo.<br \/>\nAcresce como pormenor, n\u00e3o menos caracter\u00edstico, a quase falta de \u201cponto\u201d dos telhados pela simples raz\u00e3o de que na zona chove pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos ainda acrescentar que cada morada de casas \u00e9 normalmente sustentada por \u201cgigantes\u201d, ou seja como que o arco butante das constru\u00e7\u00f5es medievais.<br \/>\nPorque estamos a falar da casa denominada monte, implantada em terreno elevado, quando aumentado o aglomerado urbano, porque em m\u00f3dulos, obviamente verifica-se quebra de continuidade nas cumeiras dos telhados, repete-se, sempre em duas \u00e1guas, com uma situa\u00e7\u00e3o de excep\u00e7\u00e3o que, igualmente ditada por raz\u00f5es de economia, determina que a parede do topo de sustento a um telhado transversal em \u201carribana\u201d apenas com uma \u00e1gua.<br \/>\nEstes s\u00e3o os elementos t\u00edpicos do monte, por\u00e9m n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o haja outros&#8230;, recordando tamb\u00e9m a exist\u00eancia de uma bancada na fachada principal encimada por argolas, talvez para repouso do homem e descan\u00e7o das \u201cbestas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A arquitectura do monte alentejano parece-nos ser \u201cfechada\u201d ao exterior, identificada com a alma do homem alentejano que procura seguran\u00e7a na intimidade do recolhimento, contra a imensidade do espa\u00e7o que o rodeia.<br \/>\nRepare-se por fim que come\u00e7ando o monte pela sua forma mais rudimentar tende, pelo acrescentamento de \u201cm\u00f3dulos\u201d, a encontrar um quadr\u00e2ngulo que na delimita\u00e7\u00e3o final ser\u00e1 um p\u00e1tio, do tipo p\u00e1tio do monte que surge ao fim de algumas gera\u00e7\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os montes consideram-se albergarias francas para caminhantes e mendigos, hosp\u00edcio de necessitados, e at\u00e9 por vezes ref\u00fagio de perseguidos.<br \/>\nAs constru\u00e7\u00f5es de cada monte moldam-se geralmente nas dos sistemas vulgares das terras pequenas da prov\u00edncia, e comp\u00f5em-se de habita\u00e7\u00f5es para uso dom\u00e9stico, de casas para fins diversos e de v\u00e1rias depend\u00eancias exteriores. Entre os maiores, h\u00e1-os providos de capela para exerc\u00edcio do culto divino, que outrora tinham capel\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_4.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2658 size-medium\" src=\"http:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_4-300x225.jpg\" alt=\"entre_ribeiras_4\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_4-300x225.jpg 300w, https:\/\/pom.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/07\/entre_ribeiras_4.jpg 648w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O homem isolado nos montes sempre ambicionou abandonar o seu monte para fazer uma \u201cmorada de casas\u201d na aldeia ou vila mais pr\u00f3xima. Porque assim \u00e9, nota-se de forma evidente que as pequenas localidades no Alentejo mais n\u00e3o s\u00e3o do que um aglomerado de montes, agora por vezes j\u00e1 com um primeiro andar formando assim as \u201cruas\u201d que hoje, no seu conjunto, s\u00e3o oficialmente definidas como o \u201ccentro hist\u00f3rico\u201d.<br \/>\nOs montes embora se constru\u00edssem todos para o mesmo fim, distinguem-se bastante, tanto na capacidade como na constru\u00e7\u00e3o. Jos\u00e9 Silva Pic\u00e3o dividiu-os em cinco classes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira &#8211; os de apar\u00eancia acastelada, solarengos, com torres e ameias, de dois andares, cercados por um muro alto, que deixa de permeio o p\u00e1tio de entrada. S\u00e3o os mais antigos e entram no n\u00famero dos melhores. Segunda &#8211; aqueles que, n\u00e3o tendo a mesma import\u00e2ncia dos primeiros, possuem contudo os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 sede de uma grande lavoura e \u00e0 habita\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel do lavrador e da sua fam\u00edlia. &#8220;C\u00f3modos&#8221; porque a sua superioridade em alojamentos \u00e9 manifesta sobre os outros. Os montes deste segundo tipo denotam no seu todo uma fei\u00e7\u00e3o mais alegre e &#8220;moderna&#8221;. Comp\u00f5em-se geralmente de casas altas e baixas, com janelas e portados rectangulares, sem que em volta os resguarde qualquer esp\u00e9cie de muro. As portas exteriores d\u00e3o para os terreiros sem veda\u00e7\u00e3o, que se prolongam indefinidamente pela herdade. Terceira &#8211; os de menos acomoda\u00e7\u00f5es que os precedentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o p\u00e1tio murado ou sem ele, uns ao r\u00e9s-do-ch\u00e3o, e outros com sobrados, possuem em geral alojamento suficiente para uma lavoura mediana. Muitos montes destes tr\u00eas grupos t\u00eam o portado principal encimado por bras\u00f5es ilustres da velha aristocracia portuguesa. Quarta &#8211; os de poucas casas ao r\u00e9s-do-ch\u00e3o, em n\u00famero restrito ao indispens\u00e1vel a uma lavoura relativamente pequena. Se possuem compartimentos para a resid\u00eancia do lavrador, s\u00e3o t\u00e3o ex\u00edguos e diminutos que rar\u00edssimas vezes se destinam a tal uso. Quinta &#8211; os dos tr\u00eas a seis casitas baixas, incluindo depend\u00eancias. Onde s\u00f3 habitam os guardas, pastores, caseiros, etc.<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-s\u00f3cio-cultural da Herdade de Entre-Ribeiras Diogo da Fonseca Acciaioli Coutinho de Sousa Tavares &#8211; \u00faltimo morgado da quinta e solar da Lameira, nasceu em Portalegre a 3 de Dezembro de 1831 e era filho de Jos\u00e9 Maria da Fonseca Acciaioli Coutinho e de D. Maria Ana de Barros Castelo Branco. Na sua ampla resid\u00eancia da cidade de Portalegre, onde se conserva no al\u00e7ado principal a her\u00e1ldica afirma\u00e7\u00e3o do senhorio dos Fonseca Acciaioli, hoje em dia adaptada e ampliada para fins educativos, onde anteriormente esteve instalado o liceu Mouzinho da Silveira e recentemente a Escola Superior de Portalegre. 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